03/10/2022 às 11h56min - Atualizada em 04/10/2022 às 12h16min

Risco de surto de pólio preocupa especialistas; prevenção é possível com vacinação

Coordenadora do curso de Enfermagem da Anhanguera explica de que forma acontece a transmissão do vírus

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O caso de poliomielite identificado nos Estados Unidos e a queda na taxa de vacinação no Brasil reacenderam uma preocupação que havia sido sanada no início dos anos 1990, quando a doença foi considerada oficialmente eliminada no País. A meta anual de imunização deve contemplar 95% das crianças brasileiras, porém, essa porcentagem ficou em 76,05% em 2020 e 67,71% em 2021, segundo o DataSUS. A tendência é que continue havendo diminuição nesse índice.

A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, professora Fernanda Schwartz, explica que a transmissão acontece por meio de um vírus presente em água e alimentos contaminados por fezes e pode atingir pessoas de todas as idades. “A infecção também pode acontecer de uma pessoa para outra, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar”, afirma. Crianças pequenas, que ainda não adquiriram hábitos de higiene, são mais vulneráveis.

Alguns indivíduos não ficam doentes ou apresentam sintomas, mesmo contaminados pelo poliovírus, que se aloja no intestino. Os grupos que desenvolvem a doença podem confundir os sinais do problema com os de uma gripe, como febre e dor de garganta, além de enjoos, vômitos e dores abdominais. Casos graves podem provocar sequelas permanentes, como paralisia muscular dos membros inferiores, insuficiência respiratória e, até mesmo, a morte.

PREVENÇÃO
A ação de enfermeiros qualificados é voltada para a prevenção da poliomielite, que é possível por meio da vacinação. As doses acontecem a partir dos 2 meses de vida do bebê e são reforçadas até os 5 anos de idade, com aplicações em via oral e injetável. “A campanha de vacinação contra a poliomielite foi intensificada e prorrogada até o dia 22 de outubro, além de multivacinação contra outras doenças. Essa é uma oportunidade excelente para atualizar as cadernetas de vacinação das crianças e deixar todos os cidadãos protegidos. A vacina é a única forma de proteção e está disponível gratuitamente para todos que devem tomá-la”, informa a docente da Anhanguera.

A doença não tem tratamento específico, portanto, é importante criar hábitos de higiene pessoal e contar com boas condições de habitação e saneamento básico. A vacina faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e é aplicada de forma rotineira nos postos da rede municipal.
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