12/05/2022 às 14h17min - Atualizada em 15/05/2022 às 00h00min

Casos de SRAG continuam crescendo entre adultos, diz Fiocruz

Infogripe aponta aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave na tendência de longo prazo em 17 das 27 unidades federativas, considerando as últimas seis semanas.

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-05/casos-de-srag-contiuam-crescendo-entre-adultos-diz-fiocruz

O boletim Infogripe divulgado hoje (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra indícios de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) entre a população adulta em diversos estados do Brasil. Os dados mostram que a covid-19 é a principal causa do aumento.






O informativo refere-se ao período de 1º a 7 de maio e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 deste mês.



O novo boletim mostra que continua a tendência de aumento de casos apontada no último relatório, divulgado na semana passada. A estimativa é de 5 mil casos, em média, na primeira semana de maio, número superior aos 4,7 mil casos da última semana de abril.



Segundo o boletim, no geral, a maior parte dos casos, o que corresponde a 41,2% dos vírus testados, é de vírus sincicial respiratório (VSR), que está fundamentalmente restrito a crianças pequenas. Entre os adultos, predomina o Sars-CoV-2, causador da covid-19, que corresponde a 37% do total de casos.



O estudo mostra que 17 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo, ou seja, considerando as últimas seis semanas: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.



Em Minas Gerais, há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, ou seja, considerando os últimos três meses.



O Infogripe mostra ainda que entre as mortes, a causa que prevalece é a covid-19 (81,6% dos casos); em seguida, o VSR (8,5%), a Influenza A (2,8%) e a Influenza B (0,7%).







Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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