03/08/2022 às 18h30min - Atualizada em 04/08/2022 às 00h31min

5 de agosto: a vacinação e o Dia Nacional da Saúde

Em homenagem a Oswaldo Cruz, data lembra a importância da saúde e a importância da vacinação

SALA DA NOTÍCIA Landa Araujo
Foto Ilustrativa

Dia 05 de Agosto é o Dia Nacional da Saúde, a data é em homenagem ao médico e sanitarista, Oswaldo Gonçalves Cruz, um importante nome no combate e erradicação das epidemias da febre amarela, peste bubônica e a varíola no Brasil. O Dia Nacional da Saúde foi instituído pela Lei nº 5.352/1.967 com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a educação sanitária e a importância da busca por um estilo de vida mais saudável e ao abordar a saúde em nosso país, podemos citar várias questões preocupantes.

“É importante para a área acadêmica relembrar pessoas importantes como Oswaldo Cruz. Perpetuar suas preocupações sanitárias e a importância da vacina para acabar com diversas doenças é função dos profissionais de saúde, devemos estar unidos para continuar com os objetivos dele”, lembra o infectologista do Hospital Adventista Silvestre, dr. Bruno Zappa.

Tema que vem se destacado, a importância da vacina está ligada ao patrono da data comemorativa. No momento, o mundo está lidando com a varíola, que está atingindo números alarmantes, sendo considerada emergência global pela ONU. A varíola dos macacos é uma variante da doença e atualmente já alcançou mais de 23 mil casos no mundo, sendo até dia 1º de agosto, o número de 1.473 no Brasil.

Apesar de ser considerada uma doença leve pela medicina, a varíola dos macacos tem levantado a necessidade da volta da vacinação, com o fim da doença nos anos 80, a vacina deixou de ser produzida há 40 anos;  

"A vacina da varíola convencional tem mostrado potencial de ser protetora para monkeypox, podendo ser adotada futuramente, se for necessário. Apesar do primeiro óbito constatado no Brasil, até o momento e a doença é considerada de baixa morbidade”, afirma o infectologista do Hospital Adventista Silvestre, dr. Bruno Zappa.

De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras 20 mil doses da vacina contra a varíola dos macacos estão previstas para chegar no país em setembro. Em outubro são aguardadas mais 30 mil.  As doses serão destinadas a profissionais de saúde que mantenham contato com os pacientes possivelmente infectados e os que manipulam as amostras recolhidas e aqueles que chegaram a ter o contato direto com os doentes vacinados.

Mais um caso muito preocupante e tema recorrente, A Covid-19, uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, causou uma pandemia mundial e teve o número de casos diminuindo globalmente depois do esquema vacinal começar.

De acordo com uma pesquisa divulgada em março deste ano e realizada pela Universidade Estadual de Londrina, Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, Universidade Federal de São Carlos e pela Faculdade de Medicina Albert Einstein dos Estados Unidos, 75% das mortes por Covid-19 registradas em 2021 (nos primeiros dez meses) aconteceram em pessoas não imunizadas contra o vírus.

A pesquisa também identificou que os idosos não vacinados vieram a óbito quase três vezes mais do que os imunizados. O número de mortes de não vacinados foi 83 vezes maior do que nos imunizados (entre pessoas com menos de 60 anos).  

Apesar do estudo, muitas pessoas ainda não estão com o esquema vacinal em dia. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, a primeira dose da vacina, contra o Coronavírus, atingiu 83,77% da população total e 50,61% da população vacinável (3 anos ou mais). Já a 2ª dose (ou dose única), a porcentagem caiu para 78,7% de população total e 32,5% a população vacinável.  Na dose de reforço, apenas 47% da população total se vacinou, com aumento para a população vacinável (18 anos ou mais) que atingiu 62,42%.

“É necessário não esquecermos que a vacina contra o vírus do Covid é fortalecida de acordo com as doses recebidas. É importante que a população tenha a ciência de que ao não se vacinar está contribuindo com a taxa de infectados. Podendo passar para o outro uma doença perigosa como essa”, finaliza o dr. Bruno Zappa.


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